Há 54 segundos via Android

Há alguns anos quando minha geração estava aprendendo a beber, a sair, a beijar, tirávamos fotos com as primeiras máquinas digitais que surgiram, para postar no orkut. E o máximo que fazíamos era usar o efeito sépia. Mas beijo na boca, agora, parece ser coisa do passado. A moda agora é Instagram. Inclusive minha tia avó, super antenada, já me ligou perguntando se existe esse tal de Instagram em comprimido e se é bom pra cólica. Brincadeiras a parte, esse app que começou com exclusividade para o iOS (sistema operacional móvel da Apple), que permite compartilhar e editar fotos, é a mais nova modinha. Ainda discute-se uma ‘orkutização’ do app, depois que Marck Zuckerberg, o jovem empreendedor do Facebook, o comprou pela bagatela de 1bilhão de dólares. Agora teremos o Facegram? ou o Instabook? Mas calma, fotógrafos! Popularizaram o Instagram mas não popularizaram o talento.

Além do mais lançaram tantos efeitos, os chamados filtros, que dá pra assustar e passar a acreditar que o apocalipse está mesmo próximo. Você tira uma foto  da sua sala e posta uma foto com o Stonehenge ao fundo. Ou quem sabe com um bronzeado todo sensual? Preocupante, não? Já conversamos, conhecemos pessoas, namoramos, compramos, tudo via internet. Agora teremos cenários fakes, bronzeados fakes, corpos fakes. Não, por favor! É mais do que hora de termos perto de nós gente como a gente. Com qualidades e defeitos. Com aquela gordurinha. Que fica doente. Quem não tem dinheiro sempre. Que sofre. Com personalidade própria e sinceridade acima de tudo. Não é um mundo de aparências que queremos apresentar às próximas gerações. A tecnologia está cada vez mais avançada, ótimo! Usemos ao nosso favor. Senão, seremos vítimas de nós mesmos.

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  1. Natalia Nunes diz:

    falta de dinheiro, SINCERIDADE, mau-humor, abraço, eu quero gente!

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