Artista que não faz arte.

Saudações limonescas!! Esse post vem um pouco mais reflexivo, mas não menos atual! 

É que nunca escondi essa paixão pela arte. E a gente acaba atraindo gente como a gente né? Mas são tantas profissões, que no fim são apenas rótulos e títulos. E existe uma interdisciplinaridade gastei meu português agora tão grande entre tudo isso.  Mas o que a gente vê é cada um limitando-se a soluções específicas da sua área. O arquiteto muda a paisagem urbana a cada intervenção. O designer gráfico muda a paisagem sem graça da folha em branco. Um músico que nos faz ver a vida com mais ânimo a cada nota. O fashion designer que muda a paisagem humana, com suas estampas e texturas. E a gente percebe a totalidade, o contexto.

As capacidades, referências, interesses e possibilidades são tantos e tão diferentes, porque não juntar tudo na mesma panela? Talvez por que fomos acostumados com uma formação universitária totalmente especializada e fragmentada. Tantas profissões com o mesmo propósito e com um hiato tão grande entre elas. São tantos arquitetos e urbanistas, designers, músicos, estilistas, pintores, e tantos outros, que criam, imaginam, comunicam-se, tudo por amor a arte.

Deixando claro que este não é um manifesto contra a educação universitária em si, mas talvez, ao seu método. Será que precisamos de uma fundamentação teórica tão grande, diversa e formal? Não sei. O que eu sei mesmo é que não quero me prender a um diploma. Quero me intrometer em tudo que me interessar. Cavar cada buraco a procura de novidade, de arte. Aprender, ensinar, renovar, criar, mudar, sonhar, imaginar. E que seja um processo lento e prazeroso!

11 Comments Add yours

  1. fernanda gomide diz:

    Amei! Não tem como concordar mais! Que a arte seja uma, e que seja emoção, não racionalização, né? Música, edifícios, quadros…tudo causa uma sensação, e isso não se controla, é natural, então como não se envolver com todas?

  2. Luma Paschoalato diz:

    Caio ficou otimo o texto, mto bem escrito e mto bem colocado!!
    Fico feliz q vc esteja se dando bem com oq escolheu, além do que vc ja amadureceu mto suas idéias, por isso continue sempre expondo-as.
    beijos!

  3. Elio diz:

    Drussus sempre irreverente as questões cotidianas que passam muitas vezes despercebidas por nós… Voce é um grande artista … Para conhecer sua arte basta 5 min de conversa !! Parabéns ta mandando muito .

  4. Jean Paulo diz:

    Falou tudo CAIO!!! Parabéns!!!!

    É isso mesmo, nao ter um diploma de uma área expecifica nao significa que vc seja incapaz de exerce-la, a arte vem muito alem de um formação, diploma e etc… ela vem do DON que cada um tem! =D

  5. Lele Oliveira diz:

    Parabéns, lindissimo …. você sabe ser um artista completo. Fico feliz em saber que tenho pessoas como vc ao meu lado ….

  6. Adorei! Parabéns pelo texto caio! O processo criativo esta além das limitações humanas! Criar é Prazer! Criar é Saber! Criar é Crer! Boa tarde!

  7. Vinicius Arantes Basso diz:

    Eu li exatamente sobre isso na Veja há algumas semanas atrás… e pode ficar (quase) tranquilo que esse será o caminho das Universidades! Polivalência é tendência! hehehe! Com sempre, parabéns amigo e futuro sócio na arte de fazer artes!! 🙂

  8. Lufe Lopes diz:

    Ohhhh meu querido essa é um bom questionamento! Lembre-se que a escola em seu papel não é formar ninguém isso ela jamais fará. Digo no sentido completo da palavra profissional. Mas se ela, os consegue informar então sim terá cumprido o seu papel. Lembre-se que sou de uma geração dos começos em sua escola e deste então sempre a questionávamos sobre estes temas…principalmente o interdisciplinar. E nós fizemos a nossa escola e seguimos o nosso caminho. Estão ai os seus professores e colegas de turma de então.
    Por onde tenho andado com meu trabalho, acho que você conhece um pouco ou ao menos tem visto dele um pouco. Beijo enorme no seu coração e lembre-se nós arquitetos somos artistas conduzidos por caminhos sérios, seguros e principalmente planejados. Agora quando se rebelas com tudo isso é melhor se concentrar somente na Arte e viver “livre” (atenção entre haspas, kkkkkk) a sua imaginação…
    Ahhh e aos que queiram conhecer um pouco mais de meu trabalho aproveito:
    http://lufelopes.blogspot.com.br

  9. Gabriela Araujo diz:

    é.. serio lindo se fosse assim!

  10. Foco acaba sendo necessário porque é difícil entender de tudo e ser bom o suficiente pra conseguir soluções em várias áreas. O diferencial está, justamente, no que você disse de não se prender ao diploma. É bem por aí, eu preciso ser bom no que faço e entender a fundo aquela pequena “parte que me cabe do latifúndio”, mas isso não exclui outras experiências e a busca por conhecimento em outras áreas. Aliás, para as profissões que você citou (arquitetura, design, música, artes) isso é necessário. Não se tem criatividade sem uma visão holística, é uma questão de vocabulário. Quem se aliena, deixa de conhecer e vive o mesmo sempre, logo, não cria. E mesmo para as profissões mais conservadoras, onde a criatividade não é ponto forte, é saudável que a pessoa tenha a preocupação de não se prender ao diploma, porque assim ela ganhará como ser humano, vai fugir da ignorância, que nada tem a ver com burrice, mas com estagnação.

  11. Turco diz:

    que que isso hein fielho!! mandou bem!!! abraaas

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