Como me tornei um limonesco | com: Vanessa Garcia

vanessa limaocravo blog limonescoComeço o post dizendo que o mundo é pequeno, muito mais do que possamos imaginar.

Não imaginei que chegaria tão rápido minha vez de escrever. Se bem que já venho adiando a alguns dias esse post. Hoje decidi fazer uma pausa e digitar toda minha história como limonesca, ou pelo menos parte dela.

Como eu vim parar aqui? Nem eu sei bem. Entrei apenas para fazer um freela em 2013. Foi um mês que fiz vários, vários e vários, certificados para um evento. Não tinha especialização alguma, nesse ano fazia cursinho, queria prestar Psicologia. Bom, esse um mês acabou e no último dia só restou aquela aperto no peito. Sem querer, já havia me adaptado ao ambiente, as músicas e já tinha criado um carinho pelas pessoas que lá trabalhavam.

Voltei pra casa de cabeça baixa, meus dias caíram na rotina de cursinho, casa e dormir e tudo havia voltado ao “normal”, que já não era tão normal para mim.

O ano foi chegando ao fim e na primeira quinzena de dezembro fui chamada novamente para outro freela. Terminamos os trabalhos dia 15 de dezembro, sai novamente pela porta da Limão deixando pra trás um pedacinho do meu coração.

A Limão não foi meu único emprego, como foi para Helena ou pro Bichão (o post dele sairá nos próximos 15 dias), no início de 2014 acabei trabalhando como vendedora. Fiquei por volta de seis meses, me adaptei e gostava dos meus dias na loja mas acabou que em agosto desse mesmo ano fui chamada para voltar pra Limão. Juntei minhas trouxinhas e fui correndo, afinal, naquele ano, mesmo não estando trabalhando lá, sempre voltava para visitar o pessoal.

Esse ano fiz dois anos oficiais de Limão Cravo.

Entrei para dar suporte a um ensino a distância e com o passar dos dias tive curiosidade em descobrir mais sobre o Illustrator e afins. Fiz técnico em Computação Gráfica e aos poucos fui pegando trabalhos de criação para fazer. Hoje muitas coisas passam por mim, dou alguns pitacos nos sites da Helena e do Adriano, ainda ajudo no suporte e bem alguns dias são uma loucura mas os demais compensam toda correria. Posso dizer que amo tudo o que eu faço e que aquela frase que diz “escolha um trabalho que gostes e não terás que trabalhar nenhum dia da tua vida” faz todo sentido.

O que dizer da nossa convivência? Digamos que somos uma grande família. Nos entendemos bem e em muitas vezes não é necessário dizer uma só palavra para notarmos o humor dos outros. Basta uma respirada fora do normal, uma bufada, uma revirada de olhos. Aprendemos a nos ver além das aparências, a nos entender além das palavras. Afinal, a Helena que banca a durona tem um coração mole, o Bichão é outro que vem se mostrando muito mais humano ao passar dos dias se importando em como nos sentimos e estamos, o Ale tem todo lado rock’n’roll mas é outro que tem um coração de John Mayer, a Dea é a toda vivida mas se demonstra a master inocente em algumas horas e por último temos a Gabi, nossa nova integrante, bom, sobre ela ainda estamos aprendendo as coisas.

Temos dias difíceis, claro, nem tudo é um mar de rosas, mas tudo parece que resolve com um bom café e uma dose de risadas. Tudo entra nos eixos com um abraço em grupo.

Essa é a história de como me tornei uma limonesca, uma breve história, porque se deixar fico o dia inteiro escrevendo e contando as coisas. Termino o post dizendo que se me perguntarem como eu cai aqui, vou dizer que foi de paraquedas ou que, pelo menos, tropecei levando o cachorro pra passear.

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