Sobre o tempo

“Quanto tempo tenho?”

“Quanto tempo falta?”

“Com o tempo passa.”

“Estou só matando o tempo.”

“Daqui algum tempo eu vejo.”

“Não deu tempo.”

“Me dá mais um tempo.”

“O tempo cura.”

Será mesmo?

Certa vez em um relacionamento que já durava alguns anos, um deles começou a indagar quando então iriam oficializar a união, já que viviam quase juntos. Oficializar não envolvia somente o casamento em si, mas reorganizar a vida toda.

Como resposta, o outro respondeu que “não dá por enquanto, porque to acabando de pagar tal coisa.”

Passou mais um tempo e novamente questionado: “agora já dá?” Não dava, porque estava “sem tempo pra procurar casa, sem tempo pra tirar alguns dias de férias.”

“E agora, podemos”? Mas ainda não dava, dessa vez tinha que esperar terminar a faculdade, porque ainda estava no segundo ano e faltavam três.

E se passou tempo demais, aquele tempo que cansa, que tira o ânimo e a vontade… O tempo passa, mas será que tudo passa? Estamos tomando o tempo de alguém, além do nosso?

Nesse exemplo não falamos somente em comprar enxoval, mas construir algo que não se compra: o tempo para si, para o outro, para assumir as responsabilidades naturais da vida e fazer acontecer.

E quando o tempo envolve os filhos, os afazeres, os projetos, os sonhos que às vezes nunca saem só da mente?!

O tempo de vida uma hora pode dar lugar ao tempo das frustrações, quando de repente não dá mais tempo de nada.

Coragem! Vamos abandonar nossas ‘muletas’, o tempo certo para se fazer o que se quer é agora.

É agora que você está lendo esse texto… Então levante-se, coloque primeiro tudo no papel, rabisque uma folha em branco, escreva a história que você quer contar sobre você, porque como disse Cazuza, o tempo não para. E não volta.

img_tempo

Deixar uma resposta