A importância da semiótica aplicada ao design gráfico

Elaborada por Charles Sanders Pierce há mais ou menos um século, a semiótica tem muita força nas disciplinas de comunicação, como Publicidade, Jornalismo, Cinema e Design. Para um comunicador, é essencial ter consciência sobre o processo de criação de sentido, pois amplifica e seleciona as possibilidades de passar uma mensagem claramente.

Nós humanos estamos sempre criando relações entre as coisas ao nosso redor, essa é a nossa forma de registrar a existência dessas coisas na memória.

O principal ponto de estudo da semiótica é o signo, que é algo que damos sentido ou significado a partir de um processo de compreensão. Quando vemos uma placa de trânsito, por exemplo, fazendo a associação daquele símbolo a um determinado significado. Isso é o que chamamos de semiose, que é o processo de significação. Ela é dividida em três outros conceitos, listados a seguir.

  • Ícone

Os ícones são considerados os signos mais fáceis de serem identificados e compreendidos, uma vez que são uma representação idêntica ao objeto real.

  • Índice

Os índices são signos que têm uma relação direta com a sua representação e são compreendidos por pessoas que já tem um repertório de entendimento, de acordo com experiências vividas ou na cultura que está inserido. Eles podem ser gestos, expressões, marcas etc.

  • Símbolo

Para compreender os símbolos, é preciso primeiro aprender quais são os seus significados, já que muitas vezes eles não têm uma relação direta com o que representam. Isso funciona muito com as placas de trânsito.

Estudar a semiótica e utilizá-la no design gráfico é fundamental para que os seus projetos sejam compreendidos com mais clareza, obtendo ainda mais sucesso na transmissão de uma mensagem e geração de sentido, por meio de signos, formas, tamanhos, materiais etc.

Utilizar as três mediações de significado que falei antes (ícone, índice e símbolo) te ajudará com insights coerentes à ideia principal, facilitando seu processo criativo e diminuindo a ansiedade que um projeto de design naturalmente gera.

Fontes: Designerd e KWG

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