TAC: o detalhe que pode comprometer sua impressão

Você revisa sangria, resolução, fontes e perfil de cor antes de mandar um arquivo para a gráfica, mas existe outro detalhe que pode comprometer completamente o resultado: o TAC.

TAC significa Total Area Coverage, ou cobertura total de tinta. Ele indica a soma das porcentagens de Cyan, Magenta, Yellow e Black usadas em uma determinada área do arquivo.

Aqui está um erro bastante comum: acreditar que C100 M100 Y100 K100 vai produzir um preto mais intenso e bonito.

Na verdade, essa combinação gera 400% de cobertura de tinta. Dependendo do papel e do processo de impressão, é tinta demais.

4 cores a 100% não dão um preto melhor

Quando há excesso de tinta sobre o papel, podem surgir problemas como secagem lenta, decalque, manchas, perda de definição e borrões.

O decalque acontece quando a tinta ainda úmida de uma folha é transferida para a folha seguinte durante o empilhamento. Na tela, o arquivo parecia perfeito. O problema só aparece quando a tinta encontra o papel.

Por isso, um preto profundo não deve ser criado simplesmente colocando 100% em todos os canais.

Cuidado com o preto de registro

Outro erro é utilizar o preto de registro em elementos da arte. No Illustrator e no InDesign, essa cor utiliza C100 M100 Y100 K100 porque foi criada para elementos técnicos que precisam aparecer em todas as chapas. Ela não deve ser usada como um preto comum em fundos, textos ou outros elementos do layout.

Para textos pequenos e linhas finas, normalmente o K100 é a escolha mais segura, já que evita problemas de registro entre as quatro cores.

Em grandes áreas, pode ser utilizado o chamado preto rico, com uma composição de CMYK que dê mais profundidade ao preto sem ultrapassar o limite de tinta recomendado.

Não existe uma fórmula que funcione para tudo. O TAC adequado depende do tipo de papel, perfil ICC e processo de impressão. Por isso, vale sempre consultar as especificações da gráfica.

A tela não avisa que existe tinta demais

No monitor, um arquivo com TAC excessivo pode parecer absolutamente normal. A tela não mostra tempo de secagem, absorção do papel ou transferência de tinta entre folhas. É por isso que preparar um arquivo para impressão vai muito além de conferir se o layout está bonito.

Antes de mandar para a gráfica, confira o TAC. Na impressão, colocar mais tinta nem sempre significa conseguir um preto melhor. Às vezes, significa apenas conseguir um belo borrão.

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